09/12/16

Taí os bestinha!


            
Você, certamente, está acompanhando pela imprensa as baboseiras que o nosso governo apresenta a cada dia pra cima do povo brasileiro, pra cima de você.
            Depois da PEC, ainda cambaleante, a reforma da Previdência. Se a reforma passar você só pode se aposentar, praticamente na hora de morrer. Eles esquecem que a aposentadoria já está garantida pelo verdadeiro e único patrão de todos nós: Deus. Ele que é nosso dono, nosso Pai criador e detentor de toda riqueza, é Ele que nos reserva a única e verdadeira aposentadoria. Os homens que nos governam, neste mundo, são realmente uns tristes.
            Veja o que estão fazendo: para você se aposentar com o mísero salário mínimo você tem que trabalhar 45 (quarenta e cinco) anos e já ter vivido 65 (sessenta e cinco) anos.
Eu pergunto: Qual a empresa que vai querer para o quadro de seus funcionários gente cansada de 50 (cinquenta) a 64 (sessenta e quatro) anos quando tem tanto jovem com energia total querendo trabalhar? Claro que o trabalhador jovem tem a preferência. E ai se falta emprego para o madurão por conta de sua menor resistência, como vai ele continuar pagando o INSS? Donde vai tirar o dinheiro?
            Mas veja o que estão fazendo: tiram desse condicionamento excelentíssimos senhores parlamentares. Exatamente os que desequilibram os cofres da nação. Os coitadinhos que ganham livre o insignificante salário de R$ 33.700.00 (trinta e três mil e setecentos reais) mensais, os coitadinhos não podem passar pelo vexame de pagar 45 (quarenta e cinco) anos de INSS e esperar 65 (sessenta e cinco ) anos para se aposentar. Isso seria uma judiação! Isso é coisa pros outros, pra aqueles que os sustentam. Não é uma gracinha?
            Então veja: enquanto você, embora cansado têm que trabalhar até os 64 (sessenta e quatro) anos, os coitados dos nossos parlamentares trabalham durante uns 8 (oito) anos (dois mandatos) e já se aposentam com o mesmo valor que ganhavam durante o seu mandato. Taí os bestinha!
Você não acha que é esculhambação demais, não?
Gente, é hora de nos unirmos e controlar o leme da administração deste país. É o que estão gritando nas ruas e pelos meios de comunicação. Eu também estou gritando. É preciso nos darmos às mãos. Já estou organizando uma estratégia para isso. Eu preciso de seu sim e de sua participação concreta. Aguarde o momento.  

            

02/12/16

Sugestão para o governo


           
Tenho pensado sobre a crise econômica do Brasil e nas providências que o governo está tomando para superá-la.
            Percebo um desconforto generalizado na sociedade quanto no próprio governo. Acho que a medida que está sendo adotada pelo governo é extremamente equivocada.
            Pensemos um pouco:  Quem provocou esta situação de precariedade nas contas do país? Dilma? O PT? Mas Dilma não governou só com o PT. Era também com o PMDB, PC do B, PDT e outros partidos. Então todo esse conjunto de partidos é responsável pela crise; não só Dilma e o PT. Todo esse conjunto é responsável inclusive os da oposição. Pois, pelo que sei todos foram eleitos para cuidar do Brasil e não para ficarem se digladiando entre si. Então, repito todo o conjunto do Congresso Nacional é responsável pela crise.
            E quem lançou mão sobre o dinheiro público? Os políticos? Os grandes empresários? Os banqueiros? O dinheiro da Petrobrás e de outras empresas públicas onde foi parar? Está no bolso de quem? Sei que não está no bolso do povo pobre. Está no bolso do cidadão simplesmente rico ou do cidadão politico que também é rico? (Como se sabe a maioria dos políticos são empresários). Então onde está o dinheiro do Brasil? Onde está o dinheiro do povo, o nosso dinheiro? No bolso dos banqueiros? Na mão dos operadores de Bolsas? Claro que o governo sabe de tudo isso e bem direitinho. Eu entendo que a operação para o resgate do país parte daqueles que estão retendo o nosso dinheiro e não do povo pobre que não tem onde cair morto.
            Então, veja, senhor presidente, e seus assessores, vejam senhores congressistas: Que tal fazer assim: reduzir de maneira meio drástica os salários gigantes dos  privilegiados deste país? Por exemplo, os membros do Congresso, presidente, ministros, etc, ganhar R$ 15.000.00 (quinze mil reais) ao invés do que estão ganhando hoje. Já seria uma boa economia para o país. E quinze mil reais já é um bom salário. Lembrem-se que o povo está vivendo com R$ 880,00 (oitocentos e oitenta reais ). Para este esquema de ação entraria também, de maneira sensata, juízes, funcionário de autarquias, grandes empresários, médicos, jogadores de futebol de maior expressão, artistas vocais ou cênicos, etc. E mais ainda, exigir de volta aos cofres públicos o dinheiro extraviado pelos campeões da desonestidade deste país. Mesmo que o dinheiro tenha sido empregado em construção de imóveis. Vende ou leiloa o imóvel e devolve o dinheiro ao país. Assim, o país voltará, em breve, a sua normalidade econômica.
            Vossas excelências (executivo e legislativo) têm poder para isso; é só querer fazer. Afinal de contas o país está passando por uma crise muito grave.  E, nessa hora, como a grande família que somos neste país, temos que nos juntarmos dando cada um sua parcela de contribuição, pois o problema e de todos nós. E a contribuição maior deve ser sobre tudo dos detentores de maiores recursos.
            Resumindo: A sugestão é baixar os salários gigantes, cancelar privilégios, evitar gastos supérfluos e trazes de volta aos cofres da nação o recurso extraviado. Não vejo necessidade de mexer no salário mínimo; ele deve é ser aumentado cada vez mais. Pois, sem dinheiro, como vai o povo comprar e, assim, gerar imposto para o país?

             Está apontado o caminho. Façam isso, senhores! Assim fazendo não vai demorar o povo voltar a sorrir. 

25/11/16

Só dois partidos

Cada vez mais me convenço de que o matuto tem razão. Disse-me ele: “Pe. Guilherme no Brasil só tem dois partidos: o que está comendo e o que quer comer”. Você não acha que o matuto está certo? Está sim.
Veja o que está acontecendo agora. A turma dos ricos estava chateada porque há mais de doze anos a turma pobre é que estava comendo. E eles chateados. Não viu a cara do Aécio ante o resultado das eleições presidenciais passadas? Ele teria engolido a Dilma se ela estivesse por perto. Não é verdade? Ai ele e sua turma não se conformaram com mais um derrota. Passar mais quatro anos sem comer, rapaz?! Então procuraram melhorar a pontaria a fim de derrubar o concorrente. Aécio chegou mesmo a dizer que ela (Dilma) não tiraria todo o mandato. Então ficaram à espera de uma oportunidade para fisgar a presa.
Um pequeno deslize administrativo (digo pequeno porque é coisa que todo mundo faz, inclusive os que removeram o poder da presidenta): uma simples manobra financeira. Eu mesmo já fiz essa manobra aqui, no tempo da construção da igreja: quando não tinha dinheiro para pagar os trabalhadores, eu arranjava emprestado com amigos e, depois, devolvia tão logo a paróquia tivesse a condição. Não vejo mal nisso; vejo responsabilidade. Mas dizem que o que ela fez foi contra a constituição brasileira. Não discuto isso. O que percebo é que se tivessem, realmente, amor ao povo brasileiro, real interesse de servir o Brasil, o certo era unir-se a presidenta para, juntos, resolverem de maneira responsável e serena o problema do país sem abrir feridas em ninguém e respeitando as 54.501.108 (cinquenta e quarto milhões quinhentos e um mil e cento e oito) pessoas que escolheram Dilma para presidenta.
Mas é que o interesse deles era outro: voltar a comer.
E o povo? O povo que de dane. É pena ter que dizer isso. Mas, lamentavelmente, esta é que é a verdade.
Mas tudo isso nos fala bem alto uma mensagem: o povo precisa se unir. É se unir e exercer seu papel; papel de patrão. O povo precisa mandar nessa gente e não o contrario como esta acontecendo. Insisto: somos nós o patrão dos políticos. É preciso que esta verdade entre como que por osmose em toda a nossa pessoa envolvendo o lado físico, emocional, intelectual e espiritual. Insisto nisso porque nossa cultura é outra: é a cultura da subserviência que nos empurraram de goela abaixo.
É preciso acordar, gente! É urgente acordar e agir antes que o nosso país se torne inteiramente inviável.
Vamos continuar conversando e nos articulando. Ok?  



18/11/16

O povo sabe




           
Em conversa com um taxista logo surgiu o assunto: o comercio de fim de ano está muito devagar. Daí a conversa partiu para o problema da crise econômica resvalando, naturalmente, para a famosa PEC 241 (hoje 55 no Senado). E o motorista disse: essa PEC, se aprovada, vai ser uma grande desgraça para o povo. O governo quer tirar o dinheiro do povo para pagar juros dos banqueiros. Querem sacrificar mais ainda o povo e não tocar no dinheiro deles.
            E eu concordei com ele. Essa PEC é, realmente, uma grande e vergonhosa esperteza. Como disse um famoso comentarista político: “é pura enganação, uma piada de mal gosto. Congela o salário do povo e não congela os juros”.
            Aí está o problema. A PEC só penaliza os pequenos, ou seja aqueles que vivem na miséria total ou quase total; o povo pobre, enfim. Pobre que, diga-se de passagem, é uma classe criada por eles mesmos, os governantes.
            Há quem interprete a PEC da seguinte maneira: querem que o povo continue na extrema pobreza para continuarem tendo mão-de-obra barata. E não investindo na educação por vinte anos, querem que o povo volte à ignorância. Um povo ignorante é mais fácil de controlar.
            A solução decente para superar a crise econômica do país corre por outros parâmetros, conforme dizem os especialistas. Por exemplo: dialogar mais com os credores e voltar a investir. Pois, sem dinheiro, o povo não pode comprar e, sem compra não se gera imposto e sem imposto o governo não arrecada. Sem arrecadação como pagar os débitos?

            O nosso motorista apresenta uma ideia que seria muito oportuna se houvesse real boa vontade dos políticos em encontrar a saída certa para nossa economia: é bastante cortar as regalias dos políticos e enxugar a maquina do governo. Tem gente demais ganhando muito, demais, diz o taxista. Nota dez pra ele. Caminhar por onde se deve caminhar. E... o povo sabe.

11/11/16

Insistência

Volto mais uma vez a insistir sobre o relacionamento governo versus povo. Pretendo, com essa insistência, conscientizar o povo brasileiro sobre esta realidade: a soberania vem do povo.  Veja, está na lei maior do Brasil. E está certo; pois, é o povo, são as pessoas que ao viverem juntas sentem a necessidade de assegurar a boa convivência, de organizar-se com certas regras e nomear de maneira democrática um chefe ou governo que zele pelo cumprimento dessas leis em favor de todos, da coletividade. Repito, isso faz parte da natureza social do ser humano. O homem foi feito assim: um ser social.
            Dessas considerações se deduz que o governante, sendo nomeado pelo povo, está por sua vez submisso ao povo. Sendo assim, no caso de um mal serviço por parte do governante a comunidade que o fez chefe pode tirá-lo do posto, tranquilamente.

Mas, observe uma coisa: no caso do Brasil, nossos políticos são tão espertos e sagazes que conseguem ganhar o povo no papo e ficam fazendo o que bem querem e o povo ainda achando bom. Brincadeira, não é?!!! Daí a situação em que se encontra o nosso país. Ainda bem que há um grupo de pessoas já realizando alguma coisa. Mas, ainda é pouco, muito pouco. Precisamos ser mais atuantes, corajosos e decididos. 

04/11/16

Meu, seu empregado/a


           
Acabamos de votar para escolher o nosso prefeito ou prefeita e nosso vereador ou vereadora. Você votou certo? Parabéns!
            Hoje quero chamar sua atenção para um fato que, sendo verdadeiro, passa em grande escala despercebido, por quase a totalidade da sociedade brasileira. O fato é este: os políticos por nós eleitos, desde o mais graduado ao mais simples, se consideram, na prática, como superiores nossos praticamente como patrões. E a gente vai engolindo, sem muita percepção essa falsa verdade. Não é? Então, eu quero abrir os nossos olhos, os olhos de toda a sociedade para este grande equívoco. Por mais bonito e elegante que seja o titulo que ostentam, os políticos são simplesmente nossos empregados, empregados do povo.  Presidente, senador, deputado federal, deputado estadual, governador, prefeito, vereador e até juízes, todos não passam de simples empregados nossos.
            Então o que você fez, agora, foi trocar ou confirmar o seu empregado na função de prefeito ou de vereador; na função de gerir o município ou de legislar. Mas, veja, são simplesmente empregados seus e meus, nós lhe assinamos a carteira de trabalho por quatro anos no momento em que lhes demos o nosso voto. Veja bem: demos não vendemos o voto.

            Esta constatação nos revela ou lembra muita coisa. Veremos no próximo artigo. Ok? 

28/10/16

As quatro leis

Todo grupo humano precisa de leis, regulamento para bem viver. É para que os interesses individuais não prejudiquem os direitos do grupo. Mas é preciso também que os interesses do grupo não esmaguem ou anulem os direitos do individuo. Tudo tem que correr em perfeita harmonia. O bem-estar de todos deve ser garantido. Quer individualmente, quer coletivamente.
A lei entra em função deste bem-estar individual e coletivo.
Na organização da vida social do nosso povo o território nacional se divide em municípios, estados e federação. Na organização administrativa dessa realidade o município tem sua lei (a lei orgânica municipal), o estado tem sua lei, a federação tem sua lei. A lei municipal não pode entrar em contradição com a lei estadual e a lei estadual não pode contradizer a lei federal. Só que, a lei federal está em contradição com a lei maior: a lei divina.
Por isso o desastre nacional em que se encontra o país. É que estão trabalhando contra Deus.
Ora só Deus é a suprema Sabedoria, a suprema Força, o Amor e a Competência em plenitude. Aí de quem caminha contra Ele (cf. Sab 6,5-6). Legislar uma nação em contradição com a lei dele é simplesmente fracasso para o governante e sofrimento para os governados. Este é, exatamente o retrato do Brasil de hoje: “Um país onde uma elite sem Deus é quem domina” diz Flávio José. Um país assim acrescenta o cantor “não é com certeza o meu país.” Será que existe um brasileiro que quer um Brasil assim? Que pena! Um país assim não é também o meu país. O país que eu quero e o povo quer é assim: “justo, honesto, com trabalho para todos, sem violência, onde todos são felizes, onde o povo exerça a soberania em plenitude, onde todos tenham acesso ao estudo, onde Deus é amado e respeitado acima de tudo, onde todos se queiram bem, onde há cidadania plena sem exclusão, com respeito e zelo pela natureza, com assistência médica eficaz para todos.”

 É esse o país que eu quero e tenho certeza que você quer também. Vamos construí-lo? 

21/10/16

Um bom exemplo

           
Chegando a Petrolândia-PE, onde fui passar alguns dias de férias logo após as eleições do primeiro turno, encontrei uma informação quase inusitada. Falo assim porque não sei se já houve fato semelhante em outros municípios brasileiros. A informação foi esta: o prefeito eleito em nossa cidade não gastou nada absolutamente nada em compra de votos. Não comprou votos e não prometeu favores a ninguém. Simplesmente pediu uma chance para melhor servir ao povo. Peço que confie em mim, dizia ele; meu desejo é servir.
            Esta informação me foi dada por várias pessoas insuspeitas. Não tenho mesmo como duvidar.
            Então, Caruaru e outras cidades do Brasil onde vai haver o segundo turno, por que não imitar Petrolândia? Nós não queremos um Brasil melhor? Um Brasil progressista que caminhe dentro dos parâmetros da verdade e da justiça?  Então, temos que dar o primeiro passo. É começar fazendo certinho em nosso município. Desperta, Caruaru! Nosso destino está em nossas mãos. Diga não ao comprador (a) de votos. É preciso agir com absoluta responsabilidade.



30/09/16

O que acontece a quem vende o seu voto?

1. Despersonaliza-se. Mostra-se como uma pessoa venal. E gente que se vende é gente sem confiança, é gente sem futuro.
2. Roubou e ajudou o seu candidato a roubar. Explicando melhor: o valor que o candidato lhe deu vai ser recuperado por ele através de falcatruas. Quer dizer: o objeto ou obra que custa trinta mil reais, por exemplo, ele manda o fornecedor colocar quarenta ou cinquenta mil. Esse acréscimo no preço da mercadoria ou obra fica para ele. É para recuperar o dinheiro que ele deu a você e a outras pessoas.  Está vendo você? Ele está tirando o dinheiro do povo do qual você faz parte. Ele está roubando a sociedade para comprar seu voto e de outros vendedores de voto. Você elegeu um corrupto ou, noutra palavra mais grosseira, você elegeu um ladrão.  Dar pra aceitar um negócio desses? Bonito pra sua cara!
3. Elegendo o político corrupto, ladrão, você prejudicou a você mesmo, a seus familiares, a sua cidade, a seu Estado e a seu país. Você ajudou a criar mais um membro para a raça de político ruim que aí está.
4. Você desrespeitou o seu Deus que ordena no sétimo mandamento de sua Lei: “não furtarás” (Ex 20,15). Você rompeu com o seu Deus.

            E agora? O que vamos fazer? Vamos reciclar nossa mentalidade. Vamos mudar nossa quase inata cultura de corrupção em pequenas coisas que acaba gerando essa monstruosa classe política que está ceifando os valores morais, espirituais e até mesmo a vida do nosso povo. Isso é muito grave, gente! Vamos mudar!a 

23/09/16

Falando sobre Política

Nos últimos artigos postados neste blog andei abordando temas que se ligam à política.
Hoje trago uma explicação sobre o assunto para evitar que algumas pessoas comecem a falar assim: “Ah, o padre vinha tão bem, mas agora começou a se meter em política. Assim não dá, padre não tem que se meter nesses assuntos.”
Deixe-me explicar um pouco. Olhe, existe política e política. Ou seja: existe a política universal, a politica da vida que todo ser humano traz dentro de si, dentro de sua própria natureza. O “homem é um ser político” já dizia Aristóteles no IV século antes de Cristo. Esta política natural nós a usamos desde pequeninos. Ela nos ajuda à bem viver com as pessoas e adquirir o que necessitamos para sobreviver.
            Temos também a política dos políticos. Esta provém da necessidade que temos para viver em sociedade: viver na cidade, no Estado, no país e no mundo inteiro. É a política feita para se conseguir pessoas que administrem o bem comum, o bem de todos. Também pessoas que criem leis, regras para a convivência feliz de todos. Veja o que escrevi: de todos, não de alguns apenas.
            Então, o que estou fazendo é uma tentativa de orientar as pessoas a respeito dos seus direitos e deveres para bem viver juntos com os outros, viver em sociedade de maneira feliz, alegre, de modo fraterno. Como padre não devo me meter em política partidária. Mas tenho obrigação de orientar o povo.
            O que pretendo fazer é, pois, um longo trabalho de conscientização cívica. Aí abordaremos nossos direitos e deveres de cidadãos bem como os direitos e deveres das pessoas que ocupam cargos de administradores ou legisladores.
            Com este trabalho espero que todo o povo brasileiro devidamente orientado possa mudar esta nação tão violenta e injusta de hoje em uma nação segundo o coração de Deus: totalmente fraterna. Afinal de contas não dizem que Deus é brasileiro?


16/09/16

Descobrir um bom candidato

           
 Como posso saber que alguém é ou não é um bom candidato ou candidata se ninguém traz letreiro na testa?
            Veja o que se pode fazer:
Ø  Sondar a vida passada da pessoa que deseja ser eleita. Sondar na família, no trabalho, no desempenho do mandando se se trata de reeleição, no relacionamento social e, sobretudo, no relacionamento com Deus, na sua vida religiosa (Qualquer que seja a sua religião).
Ø  Para isso buscar informações com as pessoas de nosso conhecimento. Isso não é se meter na vida alheia não; isso é escolher uma pessoa que sirva para exercer um mandado politico.
Ø  Ouvir programas informativos no radio ou na televisão. É muito importante, sobretudo, ouvir comentaristas políticos, educadores, pessoas sábias.
Ø  Escolher não apenas uma pessoa boa, mas que seja, simultaneamente, uma pessoa competente para exercer a função que deseja ocupar.

No tempo da campanha política ver e ouvir, com atenção, o guia eleitoral, dispensando particular cuidado às entrelinhas da conversa do candidato.


E atenção:  Política é coisa séria! Se nós não começarmos a votar certo agora o nosso país não vai melhorar nunca! E aí de nós! 

Perfil de um candidato à eleição

1. CRER EM DEUS E SEGUIR SEUS MANDAMENTOS - isso é sumamente importante porque Deus é a fonte de toda Sabedoria. O administrador ou legislador precisa dele (cf. 1Rs 3,5-15)

2. SER AJUSTADO NA FAMÍLIA E NA SOCIEDADE. Gente desajustada não dá mesmo.

3. COMPETENCIA PARA A FUNÇÃO PÚBLICA QUE PLEITEIA.

4. LIDERANÇA. Ter o carisma espontâneo de atrair pessoas e leva-las à agir em favor do bem comum.

5. HONESTIDADE

6.  ESPIRITO EMPREENDEDOR.  Nada de empurrar com a barriga. Tem que trabalhar.

7. SERIEDADE NO QUE FAZ. 

8. SABER ESCUTAR AS PESSOAS

9. SENSIBILIDADE PARA O BEM COMUM

10. BOM SENSO NO AGIR. Ver o que é mais importante e urgente.

11. ZELO PELA COISA PÚBLICA. Não deixar, por exemplo, as máquinas enferrujarem com o sol e a chuva. 

09/09/16

Eleger quem?

A campanha eleitoral está nas ruas e na zona rural de seu município. Os candidatos estão se apresentando para seu julgamento e sua escolha.
            Quem vai escolher é você. Você é quem decide, é quem aponta a pessoa certa para governar sua cidade; a pessoa certa para legislar, dar as ordens para o bom funcionamento de sua cidade. Não é verdade? É grande a sua responsabilidade. O destino de seu município está em suas mãos.
            Então vote certo, por favor! Escolha seu candidato com critérios certos. Evite escolher seu governante ou legislador só porque é seu amigo ou amiga, ou porque lhe deu dinheiro ou prometeu emprego para você ou para seu filho. Evite isso! Eu conheço o caso de uma senhora que dizia assim por ocasião de uma dessas eleições passadas: “Vou votar em fulano porque é bonito”. Gente por favor! O que faz um bom candidato são suas qualidades técnico-administrativas, suas qualidades morais e espirituais; ou seja: uma personalidade no sentido completo da palavra.  Pense nisso!
            No próximo artigo vou lhe apresentar o elenco de qualidades que fazem um bom politico, uma pessoa apta para governar seu município ou para legislar sobre o mesmo.
            Combinado?  

02/09/16

Quanta reclamação!

            
Os meios de comunicação social (principalmente a TV) têm insistido muito sobre o problema da violência contra a mulher (é bom dizer que a também violência da mulher contra o homem) e apresentam cifras assombrosas.
            Por que será que está acontecendo tanto esta pratica desprezível? Por quê? Será que os homens são tão ruins assim? Será que as mulheres são tão ruins que tem que apanhar dos homens, seus companheiros? Eu poderia dizer que nenhum e nem outra é ruim, se ele fosse ruim ela não o teria escolhido para ser seu marido. Se ela fosse ruim ele não a teria escolhido para ser sua esposa.
            Então o que está acontecendo? Aqui vai o meu palpite: o problema é que não estão sabendo escolher. E não estão sabendo conduzir o seu amor, tem que haver critérios para a escolha do/a parceiro/a. o primeiro critério é a perfeita sintonia entre os dois. Sintonia de corpo e de alma; não somente de corpo. Não esqueça que o ser humano é um composto de corpo e alma. Por isso a sintonia perfeita é indispensável. O segundo critério é a perfeita sintonia com Deus que é a fonte do amor. Sem Ele nada feito; tudo cai por terra. O terceiro critério é ver a procedência do parceiro/a. De que tipo de família ele ou ela procede? Ver bem isso. Certa vez um matuto me disse: “ Mulher se procura como se procura cavalo de raça”. O matuto tem suas razões. O quarto critério é saúde; saúde física, mental e espiritual. Casar com doente não dar. Finalmente, o quinto critério é um bom namoro; namorar bem, com dignidade, com seriedade, em diálogo sadio onde se descobre os valores de cada pessoa.  
            O chato é que esses critérios não estão com raras exceções sendo levados em conta pela sociedade atual. Aí é que está a desgraça.
            Veja:
·         Está se casando hoje com a moça bonita (o rapaz bonito) de corpo, mas que não é bonito na alma; é só a carne que é levada em conta;
·         Está se casando com homem ou mulher que não tem nenhuma vivencia religiosa. Aí não dá mesmo.
·         Casar sem levar em conta a família do/a parceiro/a é realmente uma temeridade;
·         Não levando em conta a saúde do/a parceiro/a, acaba-se casando com alcoólatra, esquizofrênico, desajustando emocional, etc;
·         Essa maneira de namorar no ritmo de um erotismo grosseiro, descontrolado como fazem hoje é que, normalmente, gera a tal violência contra a mulher (ou contra o homem).
Então, a meu ver, quem na escolha do/a parceiro/a desconsidera qualquer um desses critérios (sobretudo o segundo), com certeza está sujeito/a a ser surpreendido por uma separação, empurrões, tapas, facadas, até mesmo a bala. Casar sem critério é arriscar demais a própria vida e a vida de outras pessoas. E ninguém pense que policia ou delegacia de mulher resolve isso não!

      Juízo, gente! 

A medalha maior


     
Nas bonitas olimpíadas acontecidas no Rio de Janeiro senti falta da maior e mais preciosa medalha para premiar os atletas. E que medalha é essa? É aquela que o apostolo Paula nos apresenta na segunda carta a Timóteo 4,7-8; “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (confira também 1Cor 9,24s). Como veem essa medalha é para todos os atletas e não simplesmente para um. E vale infinitamente, mas que a costumeira medalha de ouro. Para se conquistar essa medalha o atleta não precisa botar nenhum companheiro para trás. Todos podem e devem conquista-la e receber dentro de uma festa que não terá fim. Você tem toda a eternidade para curtir sua vitória e o premio que recebeu. Você só tem um adversário para concorrer com você: é você mesmo enquanto portador de faltas morais que chamamos de pecado. Noutra palavra, é o tal do homem velho que insiste em permanecer teimosamente em você apesar do seu esforço em arranca-lo (cf. Col 3,9). Portanto, esse homem velho que concorre com você é que tem que ser superado. A tal alto superação tão badalada na boca dos locutores e apresentadores de programas esportivos que é contra você mesmo. Explicando melhor: há o lado bom (do homem novo) provindo do batismo (cf. Rm 6, 3-4) e há o homem velho (provindo de Adão) mediante o pecado original (cf. Gn 3). Vencer o homem velho é o grande ideal de toda humanidade rumo a melhor medalha.
      Aqui, eu lamento a ausência do incentivo para esta medalha por parte dos organizadores e presidentes das olimpíadas organizadas. Ninguém da direção do evento tocou se quer no nome de Deus.
Como seria bom que, daqui para frente, os diretores dos esportes colocassem no início do evento um momento bonito de adoração e invocação a Deus. Convocaria um representante de cada modalidade religiosa aí presente para um belíssimo momento de oração ecumênica. Tenho certeza que os atletas, seus parentes e a sociedade em geral sentir-se-iam muitos felizes com isso.  Os atletas ficariam muito mais confiantes, serenos, no combate mesmo sabendo que alguém tenha que perder quando se trata de disputa esportiva.
Mas eu quero parabenizar o Usain Bolt que deu sinal de sua fé sempre que competia. Parabéns a Gloria Maria que assim se expressou referindo-se a vitória do futebol masculino brasileiro e à organização geral das olimpíadas: “Graças a Deus que deu tudo certo”. Parabéns a equipe brasileira de futebol que, após a vitória que lhe valeu a medalha de ouro fez oração de agradecimento a Deus, conforme informou um dos apresentadores da Rede Globo. Parabéns a quem manifestou sua fé dentro da vivencia das olimpíadas e que eu não tive condições de ver.  Parabéns, parabéns a quem pensa, louva enaltecendo o seu Deus.