13/01/2017

Corrupção, que chato!


           
Refleti bastante sobre o fenômeno da corrupção que, a meu ver, mais oprime a sociedade brasileira. Pensei assim: Por que nossos políticos são tão corruptos? Eu me lembrei daquela frase corriqueira: “Cada povo tem o governo que merece” (cf. Eclo 10,2). Isso nos diz que, também o povo é corrupto. Lamentavelmente tenho que reconhecer este fato: somos um povo corrupto. Claro que temos muitas exceções. Mas no geral somos mesmo um povo corrupto. Haja vista o caso famoso de venda de voto. Corrupção em pequenas coisas ou mesmo em grandes coisas. Por exemplo: quem não teve o desprazer de ver alguém furando a fila no banco, na lotérica, na hora da refeição em eventos comunitários, etc, para ser servido(a) primeiro que os outros? Eu mesmo já tive o constrangimento de pagar o boleto de alguém por conta de sua insistência e incompreensão. Fazer o que? O fato é que o pessoal que estava atrás de mim ficou prejudicado.
            Mas donde vem à corrupção? O que é corrupção? Ela procede do desequilíbrio da natureza humana procedente do pecado original. Querer os bens que satisfaçam suas necessidades é normal; o que não é normal é você se apoderar do que é do outro. O Criador caprichou muito bem ao providenciar os bens deste mundo que foram feitos para todos. Todos têm o direito de ter tudo o que necessita para viver bem, para viver feliz. Ai vem o gaiato do egoísta ambicioso e, de algum modo, se apossa do que não é dele; isso é corrupção ou, com uma palavra mais popular e realista, é roubo mesmo.
            Então veja: lançar mão de certas estratégias para se conseguir o que é necessário para suas necessidades normais é inteligência, é atitude sadia. Mas usar a inteligência para conseguir mais do que o necessário, infringindo o direito do outro, é ganancia, é corrupção, é roubo.

            Para se conseguir o restabelecimento do completo equilíbrio nessas coisas é simplesmente adotar a orientação de Jesus de Nazaré: “Fazei aos outros tudo aquilo que quereis que eles vos façam” (Mt 7,12). Se todo o povo brasileiro, principalmente os políticos, adotar esta regra acabou-se a dor de cabeça deste país. 

06/01/2017

Você está atento?

Não sei se você está prestando bem a atenção ao que estou fazendo, atualmente, através deste blog e do meu Facebook. Estou trabalhando na conscientização sociopolítica do nosso povo, do povo de todo nosso Brasil. É uma tentativa de tirar nossa gente da boca do imenso vulcão da corrupção política brasileira que está nos engolindo a cada dia que se passa. É pra ver se o povo reage, se o povo acorda desta tremenda letargia em que nos colocaram, com muita maestria, os políticos deste país.
            Veja esta demonstração, por exemplo: cada deputado federal (ou senador) ganha trinta e três mil setecentos reais (33.700,00) por mês. Cada cidadão comum ganha novecentos e trinta e sete reais (937,00) apenas. Ou seja: o deputado ganha sozinho por trinta e cinco pais de família deste país. Isto vale dizer que para o cidadão comum (o homem do povo), atingir o valor do salário mensal de um deputado ele tem quer trabalhar três anos.
            Mas o salário dos nossos parlamentares não fica só nisso não. Além dos trinta e três mil e setecentos reais básicos eles têm uma porção de privilégios ou regalias que somando tudo chegam a levantar os seus vencimentos para o total de oitocentos e cinquenta dois milhões, quatrocentos e vinte e seis mil e cento e oitenta reais (852.426.180,00). Este é o volume normal do dinheiro que nossos legisladores levam, mensalmente, dos cofres da nação brasileira.
E, se quiser, pode somar ainda o valor pago a deputados ou senadores aposentados. E agora imagine se somássemos também salários dos juízes e similares, gente que recebe salários gigantes.
Como se manter o equilíbrio das finanças deste país assim? Como?
Há se eles quisessem colaborar!...

Precisamos pensar e agir.

30/12/2016

A maratona


Frente às festividades de fim de ano, somos convidados a pensar no significado de tudo isso. E se percebe espontaneamente o fato indiscutível da realidade fugitiva que somos. Os mais velhos, os bem mais velhos se lembram, com saudade, do seu tempo de criança. Tempo em que brincávamos de boneca, de bola (bola de meia na casa dos mais pobres), brincadeira do toca, do anel, brincadeira de cabra cega, de roda, etc. Eram brincadeiras do tempo passado quando não havia essa parafernália de instrumentos eletrônicos que, lamentavelmente, tira das crianças de hoje a possibilidade de uma vida mais humana, mais sadia e mais feliz. É o artificialismo da vida de hoje empanando a vida natural, a vida mais humana do passado, o que levou o poeta a se expressar nestes termos: “Oh! Que saudades que tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais” (Cassimiro de Abreu). Digo isso não é por questão de saudosismo. Falo para nos lembrar que estamos numa caminhada; numa bonita maratona. Maratona essa que tem seu ponto de chegada no céu. Se a palavra céu não soa bem aos ouvidos de alguém esse alguém pode usar outro nome; o que não pode é negar a realidade. Trata-se de um fato inerente à própria natureza humana; ela cobra o ponto de chegada, pois se trata da plenificação humana.
            Então, veja bem: cada ano que se passa está dizendo a você: parabéns, você está cada vez mais perto de sua vitória final. Eu disse vitória e não fracasso final. Morte não é fracasso. É o grande momento de sua passagem para a total realização humana. È ai que você se torna 100% homem ou mulher. (Cf. 2Tm 4,8) É preciso cuidado para não se desviar do caminho. A estrada é Jesus. Ele disse: Eu sou o caminho (...). Ninguém chega ao pai senão por mim (cf. Jo 14,6).
            Então o negocio é brincar, se divertir gozar a vida, mas sem perder o rumo de nossa existência.

Parabéns por mais um ano de vida, por mais um passo firme que dá para a conquista do seu troféu.  

23/12/2016

Cadê o aniversariante?

Lembro-me do whatsapp que um amigo me enviou contando a história de uma criança que foi ao shopping com sua mãe numa noite de natal. Ela, sofregamente, procurava encontrar Jesus; e dizia, insistentemente, à sua mãe: Mainha, onde está Jesus? Eu quero ver Jesus! Via muitas luzes, arvores de natal, papai Noel, etc. Mas, nada de encontrar Jesus, voltou para casa decepcionada.
            Realmente, no shopping não se encontra Jesus. Não é ai o seu lugar. Mas, com isso, a criança põe diante dos nossos olhos a existência de uma realidade muito ruim nos dias de hoje: a sociedade que se diz moderna não está se interessando por Jesus. O que se vê no natal é, por um lado, a busca desenfreada por dinheiro (Já estão abrindo o comércio até aos domingos para não perderem a oportunidade de conseguir mais dinheiro ainda). Para essa gente Jesus só serve de instrumento para se conseguir dinheiro.
            Por outro lado o povo (clientes) só está interessado nas coisas externas: pisca- pisca, árvore de natal, roupa nova e bonita, pintura nova na casa, peru de natal, bebidas típicas, panetone, etc, enfim, pura exterioridade; e Jesus... Pouca gente se lembra dele. Poucas pessoas estão indo à igreja onde, de fato, se encontra Jesus. Pouca gente se prepara para o natal através de uma boa confissão ( cf. Mt. 3,1-3). Mas é isso ai: Jesus se encontra na igreja (cf. Lc. 2,49) e no coração das pessoas santas, das pessoas que estão em estado de graça (cf. Jo. 14,23)
            Aqui eu deixo uma dica para quem interessar possa: Gente, Deus existe. Foi Ele que criou você e programou você para morar com Ele no ambiente da eternidade. É no céu que você vai ter aquilo que você mais deseja: a felicidade completa ( cf. Jo. 14,2-3). Neste mundo você está passando por um estágio. Mas o céu é que é o seu lugar, lugar de viver feliz e para sempre (cf. Mt 25,31-46).
             Pode acreditar nisso sem medo de errar. Veja nosso Pai Criador mandou Jesus ao mundo para confirmar tudo isso que estou dizendo. Natal é festa dele, é seu aniversário (cf. Lc. 2,9-11). E o desejo dele é que você se torne íntimo dele, numa amizade profunda, inquebrantável e eterna (cf. Ap. 3,20). Cuidado para não deixar que as exterioridades deste mundo lhe perturbem o relacionamento com Ele (cf. Mt 13,3-9. 22 ) Só Ele verdadeiramente vale a pena (cf. Fl. 3,7-8) Quem estuda com seriedade percebe isso. Não se prive do prazer de ser feliz!

            Aplauda Jesus neste natal! É Ele o dono da festa. Ok? Feliz Natal. 

16/12/2016

Matar?


           
A sociedade que se diz civilizada cada vez mais decai para o pior ao ponto de já realizar, quase na integra, a observação feita pelo Pe. João Batista Viavey: o Cura D’Ars. Diz ele: “Deixai uma paróquia durante 20 (vinte) anos sem padre e lá se adorarão as bestas” (Citação feita por Bento XVl na carta aos sacerdotes por ocasião do ano sacerdotal – 2009)
            Hoje está acontecendo quase isso ou até mais do que isso: rejeitando os ensinamentos de Deus os homens passaram a adorar papel (sob a forma de dinheiro) e um pedaço do corpo humano (órgãos sexuais).
            Na adoração a essas coisas aparecem os maiores absurdos. Absurdos esses que, por incrível que pareça, partem de cérebros de invejável inteligência, porém bestificados pelo uso dos ídolos acima citados. É o caso, por exemplo, do que acontece, no nosso tempo, com pessoas do STF (Supremo Tribunal Federal) brasileiro e com boa parte dos nossos parlamentares. Estão querendo inocentar os executores da matança infantil realizada até os 03 (três) meses de gestação. E, para isso, alegam o seguinte:
1-      Com apenas três meses de gestação o embrião ainda não é uma pessoa humana;
2-      A mulher tem direito ao exercício livre de sua sexualidade;
3-      O corpo da mulher é dela; ela tem pleno direito de fazer dele o que bem quiser;
4-      A maternidade não desejada é fonte de problemas futuros para toda a família, inclusive para a criança dela proveniente;
5-      O aborto clandestino é uma questão de saúde pública;
6-      Alguns países já fazem isso.
E assim por diante; apresentam outros argumentos inconsistentes e, evidentemente, desprezíveis.
            Interessante: Nenhum desses abortistas se lembra de que o homem é um ser inteligente e senhor de seus próprios atos. Será que existe uma fatalidade sexual? Será que o homem é incapaz de dominar a si mesmo? Não tem força para controlar seus sentimentos, suas paixões? Claro que tem condições para isso, não é verdade? È só querer.
            Então se você não quer mais um filho ou quer dar mais tempo para receber a próxima criança é muito simples: evite o coito. Sim, porque você pode ter um relacionamento simplesmente por amor, mas também em vista da geração de um filho. Se não quer filho agora adote a castidade conjugal; evite o abraço gerador enquanto sua esposa está no período fértil. Afinal de contas há muitas maneiras de manifestar amor e carinho. A abstinência do ato sexual temporária é uma delas. E, lembre-se, se você é cristão a castidade conjugal é um dos meios de ascese que faz você crescer na graça de Deus.

            Portanto veja: não precisa fazer aborto para conseguir o controle numérico da família. Também não precisa tomar anticoncepcional algum. O anticoncepcional faz mal à saúde da mulher. Também não é necessário fazer vasectomia. O que precisa mesmo é viver como gente, adotando a continência periódica. A castidade conjugal faz bem; faz crescer na saúde do corpo e da alma. Faz você se tornar mais santo. E santidade é o que Deus quer pra você. (Cf. Levítico 11,45). E lembre-se: só Deus tem direito e poder para doar ou para tirar a vida humana. Aborto é pecado gravíssimo, é um crime que clama vingança do céu (Cf. Gênese 4,10).   

09/12/2016

Taí os bestinha!


            
Você, certamente, está acompanhando pela imprensa as baboseiras que o nosso governo apresenta a cada dia pra cima do povo brasileiro, pra cima de você.
            Depois da PEC, ainda cambaleante, a reforma da Previdência. Se a reforma passar você só pode se aposentar, praticamente na hora de morrer. Eles esquecem que a aposentadoria já está garantida pelo verdadeiro e único patrão de todos nós: Deus. Ele que é nosso dono, nosso Pai criador e detentor de toda riqueza, é Ele que nos reserva a única e verdadeira aposentadoria. Os homens que nos governam, neste mundo, são realmente uns tristes.
            Veja o que estão fazendo: para você se aposentar com o mísero salário mínimo você tem que trabalhar 45 (quarenta e cinco) anos e já ter vivido 65 (sessenta e cinco) anos.
Eu pergunto: Qual a empresa que vai querer para o quadro de seus funcionários gente cansada de 50 (cinquenta) a 64 (sessenta e quatro) anos quando tem tanto jovem com energia total querendo trabalhar? Claro que o trabalhador jovem tem a preferência. E ai se falta emprego para o madurão por conta de sua menor resistência, como vai ele continuar pagando o INSS? Donde vai tirar o dinheiro?
            Mas veja o que estão fazendo: tiram desse condicionamento excelentíssimos senhores parlamentares. Exatamente os que desequilibram os cofres da nação. Os coitadinhos que ganham livre o insignificante salário de R$ 33.700.00 (trinta e três mil e setecentos reais) mensais, os coitadinhos não podem passar pelo vexame de pagar 45 (quarenta e cinco) anos de INSS e esperar 65 (sessenta e cinco ) anos para se aposentar. Isso seria uma judiação! Isso é coisa pros outros, pra aqueles que os sustentam. Não é uma gracinha?
            Então veja: enquanto você, embora cansado têm que trabalhar até os 64 (sessenta e quatro) anos, os coitados dos nossos parlamentares trabalham durante uns 8 (oito) anos (dois mandatos) e já se aposentam com o mesmo valor que ganhavam durante o seu mandato. Taí os bestinha!
Você não acha que é esculhambação demais, não?
Gente, é hora de nos unirmos e controlar o leme da administração deste país. É o que estão gritando nas ruas e pelos meios de comunicação. Eu também estou gritando. É preciso nos darmos às mãos. Já estou organizando uma estratégia para isso. Eu preciso de seu sim e de sua participação concreta. Aguarde o momento.  

            

02/12/2016

Sugestão para o governo


           
Tenho pensado sobre a crise econômica do Brasil e nas providências que o governo está tomando para superá-la.
            Percebo um desconforto generalizado na sociedade quanto no próprio governo. Acho que a medida que está sendo adotada pelo governo é extremamente equivocada.
            Pensemos um pouco:  Quem provocou esta situação de precariedade nas contas do país? Dilma? O PT? Mas Dilma não governou só com o PT. Era também com o PMDB, PC do B, PDT e outros partidos. Então todo esse conjunto de partidos é responsável pela crise; não só Dilma e o PT. Todo esse conjunto é responsável inclusive os da oposição. Pois, pelo que sei todos foram eleitos para cuidar do Brasil e não para ficarem se digladiando entre si. Então, repito todo o conjunto do Congresso Nacional é responsável pela crise.
            E quem lançou mão sobre o dinheiro público? Os políticos? Os grandes empresários? Os banqueiros? O dinheiro da Petrobrás e de outras empresas públicas onde foi parar? Está no bolso de quem? Sei que não está no bolso do povo pobre. Está no bolso do cidadão simplesmente rico ou do cidadão politico que também é rico? (Como se sabe a maioria dos políticos são empresários). Então onde está o dinheiro do Brasil? Onde está o dinheiro do povo, o nosso dinheiro? No bolso dos banqueiros? Na mão dos operadores de Bolsas? Claro que o governo sabe de tudo isso e bem direitinho. Eu entendo que a operação para o resgate do país parte daqueles que estão retendo o nosso dinheiro e não do povo pobre que não tem onde cair morto.
            Então, veja, senhor presidente, e seus assessores, vejam senhores congressistas: Que tal fazer assim: reduzir de maneira meio drástica os salários gigantes dos  privilegiados deste país? Por exemplo, os membros do Congresso, presidente, ministros, etc, ganhar R$ 15.000.00 (quinze mil reais) ao invés do que estão ganhando hoje. Já seria uma boa economia para o país. E quinze mil reais já é um bom salário. Lembrem-se que o povo está vivendo com R$ 880,00 (oitocentos e oitenta reais ). Para este esquema de ação entraria também, de maneira sensata, juízes, funcionário de autarquias, grandes empresários, médicos, jogadores de futebol de maior expressão, artistas vocais ou cênicos, etc. E mais ainda, exigir de volta aos cofres públicos o dinheiro extraviado pelos campeões da desonestidade deste país. Mesmo que o dinheiro tenha sido empregado em construção de imóveis. Vende ou leiloa o imóvel e devolve o dinheiro ao país. Assim, o país voltará, em breve, a sua normalidade econômica.
            Vossas excelências (executivo e legislativo) têm poder para isso; é só querer fazer. Afinal de contas o país está passando por uma crise muito grave.  E, nessa hora, como a grande família que somos neste país, temos que nos juntarmos dando cada um sua parcela de contribuição, pois o problema e de todos nós. E a contribuição maior deve ser sobre tudo dos detentores de maiores recursos.
            Resumindo: A sugestão é baixar os salários gigantes, cancelar privilégios, evitar gastos supérfluos e trazes de volta aos cofres da nação o recurso extraviado. Não vejo necessidade de mexer no salário mínimo; ele deve é ser aumentado cada vez mais. Pois, sem dinheiro, como vai o povo comprar e, assim, gerar imposto para o país?

             Está apontado o caminho. Façam isso, senhores! Assim fazendo não vai demorar o povo voltar a sorrir. 

25/11/2016

Só dois partidos

Cada vez mais me convenço de que o matuto tem razão. Disse-me ele: “Pe. Guilherme no Brasil só tem dois partidos: o que está comendo e o que quer comer”. Você não acha que o matuto está certo? Está sim.
Veja o que está acontecendo agora. A turma dos ricos estava chateada porque há mais de doze anos a turma pobre é que estava comendo. E eles chateados. Não viu a cara do Aécio ante o resultado das eleições presidenciais passadas? Ele teria engolido a Dilma se ela estivesse por perto. Não é verdade? Ai ele e sua turma não se conformaram com mais um derrota. Passar mais quatro anos sem comer, rapaz?! Então procuraram melhorar a pontaria a fim de derrubar o concorrente. Aécio chegou mesmo a dizer que ela (Dilma) não tiraria todo o mandato. Então ficaram à espera de uma oportunidade para fisgar a presa.
Um pequeno deslize administrativo (digo pequeno porque é coisa que todo mundo faz, inclusive os que removeram o poder da presidenta): uma simples manobra financeira. Eu mesmo já fiz essa manobra aqui, no tempo da construção da igreja: quando não tinha dinheiro para pagar os trabalhadores, eu arranjava emprestado com amigos e, depois, devolvia tão logo a paróquia tivesse a condição. Não vejo mal nisso; vejo responsabilidade. Mas dizem que o que ela fez foi contra a constituição brasileira. Não discuto isso. O que percebo é que se tivessem, realmente, amor ao povo brasileiro, real interesse de servir o Brasil, o certo era unir-se a presidenta para, juntos, resolverem de maneira responsável e serena o problema do país sem abrir feridas em ninguém e respeitando as 54.501.108 (cinquenta e quarto milhões quinhentos e um mil e cento e oito) pessoas que escolheram Dilma para presidenta.
Mas é que o interesse deles era outro: voltar a comer.
E o povo? O povo que de dane. É pena ter que dizer isso. Mas, lamentavelmente, esta é que é a verdade.
Mas tudo isso nos fala bem alto uma mensagem: o povo precisa se unir. É se unir e exercer seu papel; papel de patrão. O povo precisa mandar nessa gente e não o contrario como esta acontecendo. Insisto: somos nós o patrão dos políticos. É preciso que esta verdade entre como que por osmose em toda a nossa pessoa envolvendo o lado físico, emocional, intelectual e espiritual. Insisto nisso porque nossa cultura é outra: é a cultura da subserviência que nos empurraram de goela abaixo.
É preciso acordar, gente! É urgente acordar e agir antes que o nosso país se torne inteiramente inviável.
Vamos continuar conversando e nos articulando. Ok?  



18/11/2016

O povo sabe




           
Em conversa com um taxista logo surgiu o assunto: o comercio de fim de ano está muito devagar. Daí a conversa partiu para o problema da crise econômica resvalando, naturalmente, para a famosa PEC 241 (hoje 55 no Senado). E o motorista disse: essa PEC, se aprovada, vai ser uma grande desgraça para o povo. O governo quer tirar o dinheiro do povo para pagar juros dos banqueiros. Querem sacrificar mais ainda o povo e não tocar no dinheiro deles.
            E eu concordei com ele. Essa PEC é, realmente, uma grande e vergonhosa esperteza. Como disse um famoso comentarista político: “é pura enganação, uma piada de mal gosto. Congela o salário do povo e não congela os juros”.
            Aí está o problema. A PEC só penaliza os pequenos, ou seja aqueles que vivem na miséria total ou quase total; o povo pobre, enfim. Pobre que, diga-se de passagem, é uma classe criada por eles mesmos, os governantes.
            Há quem interprete a PEC da seguinte maneira: querem que o povo continue na extrema pobreza para continuarem tendo mão-de-obra barata. E não investindo na educação por vinte anos, querem que o povo volte à ignorância. Um povo ignorante é mais fácil de controlar.
            A solução decente para superar a crise econômica do país corre por outros parâmetros, conforme dizem os especialistas. Por exemplo: dialogar mais com os credores e voltar a investir. Pois, sem dinheiro, o povo não pode comprar e, sem compra não se gera imposto e sem imposto o governo não arrecada. Sem arrecadação como pagar os débitos?

            O nosso motorista apresenta uma ideia que seria muito oportuna se houvesse real boa vontade dos políticos em encontrar a saída certa para nossa economia: é bastante cortar as regalias dos políticos e enxugar a maquina do governo. Tem gente demais ganhando muito, demais, diz o taxista. Nota dez pra ele. Caminhar por onde se deve caminhar. E... o povo sabe.

11/11/2016

Insistência

Volto mais uma vez a insistir sobre o relacionamento governo versus povo. Pretendo, com essa insistência, conscientizar o povo brasileiro sobre esta realidade: a soberania vem do povo.  Veja, está na lei maior do Brasil. E está certo; pois, é o povo, são as pessoas que ao viverem juntas sentem a necessidade de assegurar a boa convivência, de organizar-se com certas regras e nomear de maneira democrática um chefe ou governo que zele pelo cumprimento dessas leis em favor de todos, da coletividade. Repito, isso faz parte da natureza social do ser humano. O homem foi feito assim: um ser social.
            Dessas considerações se deduz que o governante, sendo nomeado pelo povo, está por sua vez submisso ao povo. Sendo assim, no caso de um mal serviço por parte do governante a comunidade que o fez chefe pode tirá-lo do posto, tranquilamente.

Mas, observe uma coisa: no caso do Brasil, nossos políticos são tão espertos e sagazes que conseguem ganhar o povo no papo e ficam fazendo o que bem querem e o povo ainda achando bom. Brincadeira, não é?!!! Daí a situação em que se encontra o nosso país. Ainda bem que há um grupo de pessoas já realizando alguma coisa. Mas, ainda é pouco, muito pouco. Precisamos ser mais atuantes, corajosos e decididos. 

04/11/2016

Meu, seu empregado/a


           
Acabamos de votar para escolher o nosso prefeito ou prefeita e nosso vereador ou vereadora. Você votou certo? Parabéns!
            Hoje quero chamar sua atenção para um fato que, sendo verdadeiro, passa em grande escala despercebido, por quase a totalidade da sociedade brasileira. O fato é este: os políticos por nós eleitos, desde o mais graduado ao mais simples, se consideram, na prática, como superiores nossos praticamente como patrões. E a gente vai engolindo, sem muita percepção essa falsa verdade. Não é? Então, eu quero abrir os nossos olhos, os olhos de toda a sociedade para este grande equívoco. Por mais bonito e elegante que seja o titulo que ostentam, os políticos são simplesmente nossos empregados, empregados do povo.  Presidente, senador, deputado federal, deputado estadual, governador, prefeito, vereador e até juízes, todos não passam de simples empregados nossos.
            Então o que você fez, agora, foi trocar ou confirmar o seu empregado na função de prefeito ou de vereador; na função de gerir o município ou de legislar. Mas, veja, são simplesmente empregados seus e meus, nós lhe assinamos a carteira de trabalho por quatro anos no momento em que lhes demos o nosso voto. Veja bem: demos não vendemos o voto.

            Esta constatação nos revela ou lembra muita coisa. Veremos no próximo artigo. Ok? 

28/10/2016

As quatro leis

Todo grupo humano precisa de leis, regulamento para bem viver. É para que os interesses individuais não prejudiquem os direitos do grupo. Mas é preciso também que os interesses do grupo não esmaguem ou anulem os direitos do individuo. Tudo tem que correr em perfeita harmonia. O bem-estar de todos deve ser garantido. Quer individualmente, quer coletivamente.
A lei entra em função deste bem-estar individual e coletivo.
Na organização da vida social do nosso povo o território nacional se divide em municípios, estados e federação. Na organização administrativa dessa realidade o município tem sua lei (a lei orgânica municipal), o estado tem sua lei, a federação tem sua lei. A lei municipal não pode entrar em contradição com a lei estadual e a lei estadual não pode contradizer a lei federal. Só que, a lei federal está em contradição com a lei maior: a lei divina.
Por isso o desastre nacional em que se encontra o país. É que estão trabalhando contra Deus.
Ora só Deus é a suprema Sabedoria, a suprema Força, o Amor e a Competência em plenitude. Aí de quem caminha contra Ele (cf. Sab 6,5-6). Legislar uma nação em contradição com a lei dele é simplesmente fracasso para o governante e sofrimento para os governados. Este é, exatamente o retrato do Brasil de hoje: “Um país onde uma elite sem Deus é quem domina” diz Flávio José. Um país assim acrescenta o cantor “não é com certeza o meu país.” Será que existe um brasileiro que quer um Brasil assim? Que pena! Um país assim não é também o meu país. O país que eu quero e o povo quer é assim: “justo, honesto, com trabalho para todos, sem violência, onde todos são felizes, onde o povo exerça a soberania em plenitude, onde todos tenham acesso ao estudo, onde Deus é amado e respeitado acima de tudo, onde todos se queiram bem, onde há cidadania plena sem exclusão, com respeito e zelo pela natureza, com assistência médica eficaz para todos.”

 É esse o país que eu quero e tenho certeza que você quer também. Vamos construí-lo? 

21/10/2016

Um bom exemplo

           
Chegando a Petrolândia-PE, onde fui passar alguns dias de férias logo após as eleições do primeiro turno, encontrei uma informação quase inusitada. Falo assim porque não sei se já houve fato semelhante em outros municípios brasileiros. A informação foi esta: o prefeito eleito em nossa cidade não gastou nada absolutamente nada em compra de votos. Não comprou votos e não prometeu favores a ninguém. Simplesmente pediu uma chance para melhor servir ao povo. Peço que confie em mim, dizia ele; meu desejo é servir.
            Esta informação me foi dada por várias pessoas insuspeitas. Não tenho mesmo como duvidar.
            Então, Caruaru e outras cidades do Brasil onde vai haver o segundo turno, por que não imitar Petrolândia? Nós não queremos um Brasil melhor? Um Brasil progressista que caminhe dentro dos parâmetros da verdade e da justiça?  Então, temos que dar o primeiro passo. É começar fazendo certinho em nosso município. Desperta, Caruaru! Nosso destino está em nossas mãos. Diga não ao comprador (a) de votos. É preciso agir com absoluta responsabilidade.



30/09/2016

O que acontece a quem vende o seu voto?

1. Despersonaliza-se. Mostra-se como uma pessoa venal. E gente que se vende é gente sem confiança, é gente sem futuro.
2. Roubou e ajudou o seu candidato a roubar. Explicando melhor: o valor que o candidato lhe deu vai ser recuperado por ele através de falcatruas. Quer dizer: o objeto ou obra que custa trinta mil reais, por exemplo, ele manda o fornecedor colocar quarenta ou cinquenta mil. Esse acréscimo no preço da mercadoria ou obra fica para ele. É para recuperar o dinheiro que ele deu a você e a outras pessoas.  Está vendo você? Ele está tirando o dinheiro do povo do qual você faz parte. Ele está roubando a sociedade para comprar seu voto e de outros vendedores de voto. Você elegeu um corrupto ou, noutra palavra mais grosseira, você elegeu um ladrão.  Dar pra aceitar um negócio desses? Bonito pra sua cara!
3. Elegendo o político corrupto, ladrão, você prejudicou a você mesmo, a seus familiares, a sua cidade, a seu Estado e a seu país. Você ajudou a criar mais um membro para a raça de político ruim que aí está.
4. Você desrespeitou o seu Deus que ordena no sétimo mandamento de sua Lei: “não furtarás” (Ex 20,15). Você rompeu com o seu Deus.

            E agora? O que vamos fazer? Vamos reciclar nossa mentalidade. Vamos mudar nossa quase inata cultura de corrupção em pequenas coisas que acaba gerando essa monstruosa classe política que está ceifando os valores morais, espirituais e até mesmo a vida do nosso povo. Isso é muito grave, gente! Vamos mudar!a 

23/09/2016

Falando sobre Política

Nos últimos artigos postados neste blog andei abordando temas que se ligam à política.
Hoje trago uma explicação sobre o assunto para evitar que algumas pessoas comecem a falar assim: “Ah, o padre vinha tão bem, mas agora começou a se meter em política. Assim não dá, padre não tem que se meter nesses assuntos.”
Deixe-me explicar um pouco. Olhe, existe política e política. Ou seja: existe a política universal, a politica da vida que todo ser humano traz dentro de si, dentro de sua própria natureza. O “homem é um ser político” já dizia Aristóteles no IV século antes de Cristo. Esta política natural nós a usamos desde pequeninos. Ela nos ajuda à bem viver com as pessoas e adquirir o que necessitamos para sobreviver.
            Temos também a política dos políticos. Esta provém da necessidade que temos para viver em sociedade: viver na cidade, no Estado, no país e no mundo inteiro. É a política feita para se conseguir pessoas que administrem o bem comum, o bem de todos. Também pessoas que criem leis, regras para a convivência feliz de todos. Veja o que escrevi: de todos, não de alguns apenas.
            Então, o que estou fazendo é uma tentativa de orientar as pessoas a respeito dos seus direitos e deveres para bem viver juntos com os outros, viver em sociedade de maneira feliz, alegre, de modo fraterno. Como padre não devo me meter em política partidária. Mas tenho obrigação de orientar o povo.
            O que pretendo fazer é, pois, um longo trabalho de conscientização cívica. Aí abordaremos nossos direitos e deveres de cidadãos bem como os direitos e deveres das pessoas que ocupam cargos de administradores ou legisladores.
            Com este trabalho espero que todo o povo brasileiro devidamente orientado possa mudar esta nação tão violenta e injusta de hoje em uma nação segundo o coração de Deus: totalmente fraterna. Afinal de contas não dizem que Deus é brasileiro?